sexta-feira, 14 de junho de 2013

A balada

Saí com algumas amigas para uma balada aqui em Santa Catarina, já faz uma semana... fiquei esse últimos dias pensando sobre e quis postar, sem saber direito sobre o que escrever... Sou tão a favor de scripts - por isso sempre gostei tanto de teatro... entretanto aquilo parecia uma peça cafageste super mal encenada, em que não via nada de diferente. As mulheres competindo uma com as outras para ter a atenção dos homens.. quase se degladiando com o olhar... parecia um leilão de animais, só que você não julgava a pelagem e dentição e sim o tamanho do seio, a marca da bolsa, o bronzeamento artificial, o corpo trabalhado na academia, e nisso as pessoas recebem "notas", valores, conforme sua beleza e sua roupa. As que faziam mais sucesso, por serem as mais bonitas, eram objeto de ódio, raiva por parte das outras. E os homens tentando encontrar a próxima transa para a madrugada... se as mais bonitas não iam, eles procuravam as não tão bonitas, portanto de menos "valor", muitas sem auto-estima alguma ( mas que estão saindo e se divertindo e curtindo o final de semana, e sendo "felizes", tendo uma vida social ativa), que ao serem abordadas pelo sexo oposto se sentiam validadas e iriam acordar no dia seguinte com o rimel borrado esperando uma ligação que nunca viria. No meio de tanta gente que realmente só queria curtir( embora eu nunca tivesse entendido o que isto significaria...) ficava imaginando quantas pessoas realmente queriam estar lá, e o que realmente procuravam naquele lugar. Como diz a música, "todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite".
Teve um cara que tentou puxar assunto comigo ( fiquei pensando será que ele tentou com as outras de nota maior... em que categoria ou ordem de preferência eu estaria? rs), ficou pegando no meu braço... fui super fria com ele... por algo que o coitado nem tinha feito... mas não podia deixar de imaginar o que ele falaria se soubesse quem eu realmente sou, o que está no meu rg, a expressão de espanto tentando fingir uma normalidade e perturbação. Ele me passou o telefone, mas joguei no lixo ( com dó, porque era até bonitinho). Depois fiquei segurando o cabelo da minha amiga que vomitava no banheiro e voltamos pra casa.
Não sei se sou amarga ou se o mundo é muito chato mesmo.

Um comentário:

  1. Oi Cristine! Acho que estamos vendo a balada da mesma forma...rs. Eu tenho saído ultimamente e volto deprimida com esse cenário. É um bando de mulher se oferecendo desesperadamente, fica me sentindo um peixe fora d'agua. Não sei dizer se sempre foi assim, mas acho que agora a coisa tá mais evidente, não sei se porque a mulherada está se soltando e saindo mesmo para "caçar". A verdade é que é um cenário não muito legal para relaxar. Os homens são bem isso, sempre em busca de não acabar a noite sem uma transa. Pode ser que eu também esteja amarga... rs. Mas não acho, acho só que a gente para para analisar.

    Beijocas

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