domingo, 30 de junho de 2013

Tempo


 Para algumas pessoas o tempo é subjetivo.. pode passar mais rápido ou mais lentamente. Outras diriam que o tempo é simplesmente tempo, e não haveria variações. Ultimamente sinto que os anos passam rápido, mas os dias duram uma eternidade. Eu estou sempre esperando acabar... seja lá o que for, a aula, o expediente, o programa de tv, o livro, sou muito apressada para o final, mesmo que não tenha nada de bom que me faça esperar que o tempo passe logo. E quando acaba... tudo começa de novo, e o que vejo não é um começo novo, e sim mais um dia pra esperar acabar. Como se construísse um castelinho de areia e o mar o dissolvesse, então lá vou eu, mais uma vez, fazer tudo de novo.
Tevem uma época da minha vida em que eu não me permitia pensar no passado. Porque eu tinha a impressão que ao pensar, tudo poderia se repetir, meio que uma superstição ( mas não deixa de acontecer de novo, pois ativamos os mesmos circuitos neurais que mimetizam a sensação que tivemos na época do acontecimento). E isso me obrigava a só olhar pra frente. Era ótimo. 
Mas aí chegou um dia que eu percebi que certos padrões se repetiam, e isso independente de qualquer coisa. E aí, me senti desamparada, sem controle, e fui deixando, aos poucos, os pensamentos do passado voltarem, e não lutava mais contra eles.. pensava, "pra que"? Atualmente tento lutar contra eles de novo, contra coisas ruins que me voltam à mente, pois parece que estou afundando na areia movediça, meu dia é cheio de lembranças... nos meus intervalos a merda do meu cérebro dá um jeito de me colocar lá... de novo. Então, é como se eu não tivesse paz.
Teve um dia, na terapia em que ele me perguntou: o que te deixaria feliz? Fiquei com ódio dele (mesmo ele não merecendo), porque não sabia responder essa pessoa. E porque, pra falar a verdade, estou tão desacostumada a alguém me perguntar algo que seria bom pra mim, que isso me parece uma subversão extrema que me causa muita perturbação. Sim, sei que sou louca....
Bom, agora que fui ao psiquiatra e ele me passou algumas opções de terapeutas, pretendo procurar um(a) novo(a) esta semana. Uma coisa que me deixa com o pé atrás com os terapeutas... nesta cidade ao menos, é que imagino que eles estejam acostumados a tratar dos problemas de mulheres cujo principal dilema existencial é que o namorado/peguete não ligou ou outros problemas fúteis...Não que eu ache que o meu problema é o maior do mundo, mas pqp, o que vejo de gente procurando o terapeuta sem que tenha aparentemente problemas sérios. Talvez eu seja preconceituosa, enfim...  sei que toda a dor é válida, só que admito que tem certas pessoas que querem fazer das suas questões mais do que realmente são. 
Inclusive me questiono muito, até que ponto eu estaria seguindo um padrão similar... mas penso que realmente preciso de ajuda, porque estou na merda. As coisas não tem sido fáceis nos últimos anos.
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* Muitas vezes não consigo fazer um parágrafo de conclusão, faltam elementos. Então meus textos parecem sem um fechamento mesmo. É mais frequente eu colocar algo que estou vivenciando naquele momento do que algo que já acabou e tive tempo para raciocinar e chegar a um parecer final, talvez seja por isso.


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